Modelo Gerencial da Pesca

  

A pesca marinha no Brasil apresenta uma grande diversidade e complexidade, o que a torna difícil de ser comparada. São coletores manuais de caranguejos e mexilhões, uma infinidade de artes de pesca e embarcações que variam da simples pesca de subsistência até a exploração industrial de grande escala. No entanto, os indicadores sócio-econômicos mostram que as condições dos pescadores são piores do que a média para outros grupos sociais.

Como em outros países, as medidas de regulamentação e os subsídios para o aumento da produção, junto com legislações ineficientes e falta de fiscalização, contribuíram para a diminuição dos estoques pesqueiros e desorganização do setor. Medidas de regulamentação são baseadas em informações monoespecíficas, em dados de baixa qualidade, ou em resultados de modelos que não incluem aspectos sociais, econômicos, ambientais ou culturais. Os pescadores, via de regra, são ignorados.

A falta de modelos alternativos para o paradigma "mais é melhor" levou à organização de uma rede de instituições de pesquisa, que tinham algumas questões em comum:

Existe algum grupo de pescadores explorando o sistema de forma sustentável?

Se sim, por quê? O que faz esta diferença?

Que tipo de sustentabilidade eles conseguem atingir? Econômica? Ecológica? Tecnológica? Ou um balanço entre estas dimensões?

Para responder à estas questões será necessário comparar um grande número de pescarias ao longo da costa, ou o que chamamos de "SISTEMAS PESQUEIROS", e levantar elementos científicos necessários para poder sugerir modelos de manejo mais adequados às agências governamentais.

Sete estados participam deste esforço. Clique no mapa para saber mais.

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